Hora de reler “Eclipse”
O livro de Stephenie Meyer chega aos cinemas e vira leitura obrigatória para fãs da saga de vampiros
A saga “Crepúsculo”, “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer”, criada pela escritora norte-americana Stephenie Meyer, coleciona números surpreendentes nas livrarias. Só no Brasil, “Eclipse”, teve uma tiragem inicial de 300 mil exemplares. Cada novo livro de Meyer que trata de vampiros é sinônimo de sucesso também nos cinemas. É o esperado para a estreia do filme “Eclipse”, agora no final do mês de junho, dia 30. E, para quem não leu, ou mesmo quer reler, o Blog Estante de Letras foi dar uma conferida na obra que foi adaptada para a sala escura. Lançado em 2009 pela Editora Intrínseca (R$39,90), Eclipse retoma a histórias dos vampiros modernos protagonizada por Edward (vampiro), Bella (por enquanto mortal) e Jacob (lobisomem). O enredo da obra se passa na cidade de Seattle que serve de cenário a inúmeros assassinatos sem respostas ou pistas. Dentro de “Eclipse”, Bella, além de se livrar de uma possível vingança de uma vampira, reluta com seu amor por Edward e sua amizade por Jacob. Que fique bem claro, um é vampiro e o outro, lobisomem. Ou seja, os dois não se topam mesmo. E ainda tem o ingrediente da paixão de Jacob por Bella. Mas Eclipse não é apenas isso, uma luta entre dois seres sobrenaturais e uma escolha. O livro traz nas entrelinhas outras discussões bem próximas e atuais dos adolescentes. Por exemplo, o conservadorismo da relação amorosa entre Bella e Edward quando beira a consumação do sexo, vira tabu. A saída que a autora encontrou foi recorrer ao amor platônico e continuar a favor da onda conservadora atual dos jovens norte-americanos. A única forma de manter a personagem Bella uma reles mortal é torná-la uma jovem cheia de dúvidas. É óbvio que uma adolescente se apaixonaria por um vampiro bonzinho. Nada é mais reconfortável que se rebelar, ou se libertar, através de uma paixão, no mínimo, perigosa. E essa é a grande sacada de Meyer: a dúvida sobre o amor consumado tendo como pano de fundo uma aventura repleta de tensão assegurada pelas quase 500 páginas. A escritora ainda manipula a curiosidade do leitor quando economiza dados diretos da trama. O que acaba por deixar o romance intenso.
Não dá para entregar muito sobre a história de “Eclipse”, mas é legal comparar na tela como o livro virou roteiro cinematográfico. Quem leu leva consigo aquela página preferida e a surpresa de vê-la em imagens ou não. Prometi não falar mais, mas, no livro, novos vampiros aparecem e o embate entre lobisomens e os sanguessugas é retomado. A obra não tem tantas reviravoltas como em “Lua Nova”, mas é diversão certa. Pronto, contei. E, sobre vampiros, não dá para não ler o livro Drácula, de Bram Stoker, um clássico da literatura sanguinolenta. Não se pode traçar paralelos com os livros da saga Crepúsculo. O vampiro de Stoker é sedutor, mortal e gosta de beber sangue humano. O Edward, ao que se sabe, prefere uma Coca-Cola, sem limão.
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Estante de Letras |
Alessandro dos Santos é jornalista e leitor aficionado. Seus livros não cabem numa cabeceira só. Neste blog ele comentará sobre livros clássicos e lançamentos para a gurizada. |
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