"Meia Noite em Paris" é Woody Allen em um dos seus melhores momentos
Até o dia 26 de fevereiro, quando a Academia divulga os melhores do ano, vamos falar um pouco de cada um dos 9 indicados ao prêmio mais disputado da noite, o de Melhor Filme. Hoje, vamos falar de “Meia Noite em Paris", que concorre ainda em mais 4 categorias.
Woody Allen está com 76 anos e nem pensa em parar de trabalhar. Sorte a nossa! Todo o ano ele lança algum filme que lota as salas de cinema, nos EUA e fora dele, de fãs que amam seu trabalho. Seja em Nova York ou em outras cidades do mundo, o velho Woody sabe como poucos contar histórias simples, cheias de clichês, mas ao mesmo tempo encantadoras.
É o que acontece com “Meia Noite em Paris”, o maior sucesso de bilheteria da carreira do diretor. O filme é todo ambientado na Cidade Luz e só por isso já merece elogios. Mas o roteiro vai além ao mostrar como um escritor viaja pelos becos parisienses e encontra figuras ilustres que viveram por lá na década de 20 como F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Luis Buñuel, entre outros.
O bacana de “Meia Noite em Paris” é perceber que algumas pessoas nascem no tempo errado. É o caso do protagonista que admira a forma como se vivia em outros tempos. Talvez por essa razão tenha me identificado tanto com o filme. Certamente eu nasci na época errada, já que a minha preferida são os anos 70.
Na noite de entrega do Oscar, “Meia Noite em Paris” tem grandes chances de levar o prêmio de Melhor Roteiro Original. Muito merecido! Mas acredito que ficaria por aí. A Academia não é lá muito fã de Woody Allen e ele também não simpatiza muito com esse tipo de premiação. Não que ele merecesse o Oscar de Direção ou de Melhor Filme, mas “Meia Noite em Paris” é uma aventura cheia de magia, saudosismo, daqueles filmes que você sai da sessão com vontade de rever.
É Woody Allen em seu melhor momento. Maduro, seguro de si e deixando para trás, ainda que aos poucos, as mesmas piadas e a sua amada Nova York. Ele poderia nos brindar mais vezes!
Cotação: Ótimo
Indicações: Melhor Filme Melhor Direção (Woody Allen) Melhor Roteiro Original Melhor Direção de Arte
Gisele Santos é jornalista e cinéfila de carteirinha. Seu filme preferido é "Cidadão Kane", mas na sua coleção figuram "Harry Potter", "Blade Runner" e "Laranja Mecânica". Aqui ela vai comentar, criticar e elogiar tudo de bom (e de ruim) que está estreando nos cinemas.