Pior filme de Spielberg, "Cavalo de Guerra" não devia estar entre os indicados
Até o dia 26 de fevereiro, quando a Academia divulga os melhores do ano, vamos falar um pouco de cada um dos 9 indicados ao prêmio mais disputado da noite, o de Melhor Filme. Hoje, vamos falar de “Cavalo de Guerra", que concorre em 6 categorias.
Steven Spielberg, pra mim, sempre foi um mestre. Cinéfila como sou sempre me identifiquei muito com os filmes do diretor. Podia ser por entretenimento (“Jurassic Park”, “E.T” e “Indiana Jones”) ou para me emocionar (“Monique”, “A lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”). Mas meu caso de amor com Spielberg acabou quando assisti a “Cavalo de Guerra”.
Da lista de 9 indicados ao Oscar nada é tão chato, piegas, cheio de clichês e desnecessário como esse longa que conta a história de um cavalo e de seu dono durante os conflitos da Primeira Guerra Mundial.
Não que eu deteste filme com animais, acho que depende. Mas “Cavalo de Guerra” é de um sentimentalismo sem sentido, um filme feito única e exclusivamente para você chorar. E vamos combinar, como li esses dias em uma crítica, que fazer um filme sobre o sofrimento de um cavalo na Primeira Guerra Mundial é quase como contar como um hamster sobreviveu a um campo de concentração nazista.
Porém, nada está perdido. Além de um roteiro sofrível, interpretações fracas e muitos personagens na trama algo salva “Cavalo e Guerra” de um completo desastre: as cenas de batalha. Spielberg é mestre nisso como já vimos em “O Resgate do Soldado Ryan”. Nas trincheiras ele mostra o motivo pelo qual é um dos melhores diretores de Hollywood. Pena que depois ele coloca um pato ridículo em cena para ser o alívio cômico da trama.
Assista “Cavalo de Guerra” se você gosta de animais ou se é apaixonado pelo cinema e pela sua técnica. Pois, tecnicamente falando, o longa é impecável. Mas se você curte ir ao cinema por entretimento, uma boa diversão não perca mais de duas horas (ainda por cima é longo) com uma história tão cafona e açucarada que é um veneno se você for diabético.
Cotação: Ruim
Indicações: Melhor Filme Melhor Trilha Sonora Melhor Edição de Som Melhor Mixagem de Som Melhor Direção de Arte Melhor Fotografia
Gisele Santos é jornalista e cinéfila de carteirinha. Seu filme preferido é "Cidadão Kane", mas na sua coleção figuram "Harry Potter", "Blade Runner" e "Laranja Mecânica". Aqui ela vai comentar, criticar e elogiar tudo de bom (e de ruim) que está estreando nos cinemas.