"Toy Story 3" é pura magia e resgate da infância perdida
Até o dia 27 de fevereiro, quando a Academia divulga os melhores do ano, vamos falar um pouco de cada um dos 10 indicados ao prêmio mais diputado da noite, o de Melhor Filme. Hoje, vamos falar de “Toy Story 3”, que concorre ainda em mais 4 categorias.
Falar de “Toy Story” para mim é como mexer naquelas lembranças mais remotas e queridas da nossa infância. Sou fã de Woody e Buzz desde 1995, quando o primeiro filme estreou nos cinemas.
Era uma história diferente. Imagina, pensar o que os nossos brinquedos fazem quando não estamos por perto. Então, quatro anos depois, a Pixar trouxe a continuação das aventuras dos bonecos, e o resultado foi ainda mais surpreendente. Além de fazer um filme com um roteiro melhor, fomos apresentados a dois personagens que ganharam a nossa simpatia, a vaqueira Jessie e o cavalo Bala no Alvo.
Para encerrar a trilogia dos brinquedos, esse ano fomos brindados com “Toy Story 3”. A trama já é conhecida da galera, mas vamos lá. Andy está indo para a faculdade e precisa dar um rumo para os brinquedos que divertiram o garoto durante toda a sua infância. Depois de muitas confusões, Woody e companhia acabam em uma creche. Lá, ele e os outros brinquedos vão enfrentar um grande ditador e ao mesmo tempo conhecer o valor da verdadeira amizade.
Se em “Toy Story 2” conhecemos Jessie, agora somos seduzidos pelo charme, e pela falta de noção, de Ken, o namorado da boneca Barbie. Ele rouba várias cenas do filme. Por sinal, personagens novos não faltam em “Toy Story 3”, tudo isso para lotar as lojas de brinquedos e acabar com o limite do nosso cartão de crédito.
Se a Academia tivesse coragem premiaria “Toy Story 3”. Disparado é melhor do que muitos indicados da lista de Melhor Filme. Vi muito marmanjo sair do cinema com lágrimas nos olhos. Afinal, é difícil segurá-las ao final do filme. Bate aquele sentimento de saudade, nostalgia, falta de algo que nem sabemos o que é. Adoraria ver Toy levar mais do que apenas o Oscar de Melhor Animação. Seria a consolidação de uma franquia que devolveu a magia da infância para muitos adultos que já tinham esquecido dessa época da vida.
Indicações Melhor Filme Melhor Roteiro Adaptado Melhor Longa de Animação Melhor Canção ("We Belong Together") Melhor Edição de Som
Gisele Santos é jornalista e cinéfila de carteirinha. Seu filme preferido é "Cidadão Kane", mas na sua coleção figuram "Harry Potter", "Blade Runner" e "Laranja Mecânica". Aqui ela vai comentar, criticar e elogiar tudo de bom (e de ruim) que está estreando nos cinemas.