A partir desta sexta-feira (27), em todo o País, Mônica e Cebolinha, enfim, começam o tão esperado namoro.
Mônica e Cebolinha, ou melhor, Cebola como ele agora é chamado, estão, finalmente, juntos, de mãos dadas e abraços apaixonados como manda o protocolo.
Nas bancas de todo Brasil com uma edição batizada de "Quer namorar comigo?", esses dois personagens, memórias guardadas da infância de várias gerações de brasileiros, entram sem freio na adolescência de uma turminha que agora está mais para galera, do tipo que usa palavras como "piriguete", "ferveção" e "véi".
A edição anunciada com pompa e circunstância é 34ª história da revista Turma da Mônica Jovem. O título, sempre escrito no estilo mangá (quadrinhos japoneses) foi lançado em agosto de 2008 e serviu como estratégia até agora bem sucedida dos estúdios Mauricio de Sousa renovarem seu público e acharem novos segmentos de mercado que não estavam sendo atendidos pela turminha das brincadeiras no parquinho, dos planos infalíveis e dessa infância lacrada em um aquário de casas sem cadeado.
O roteiro desta edição em particular é escrito pelo próprio Mauricio, sua filha Marina Takeda e Sousa e a roteirista de mangá Petra Leão. Trata-se de uma história eficiente naquilo que se propõe. Joga uma dezena de referências comuns aos leitores da faixa pré-adolescente (Justin Bieber, a saga Crepúsculo, BBB), acrescenta o vocabulário de recreio e redes sociais, faz piadas de todas exclamações, e cria uma história de estrutura simples: desafios a serem vencidos, conquistas a serem celebradas.
As próximas edições prometem ainda repercutir e desdobrar o recente namoro, mas fica a sensação de que Mônica e Cebolinha tenham deixado de ser os últimos românticos do lirismo infantil para se transformarem nos novos heróis de uma adolescência que "dá o toco" quando necessário.