Thedy Corrêa comemora 25 anos de Nenhum de Nós, mas não deixa para trás sua paixão pelos livros
Gisele Santos
O Colégio Luterano Concórdia, de São Leopoldo, recebeu no mês passado a presença do líder do Nenhum de Nós Thedy Corrêa. O músico esteve presente na Feira do Livro da escola, no Projeto Autor Presente, e conversou com os alunos de Ensino Médio sobre seu a publicação “Livro de Astro-Ajuda” seu segundo título. Claro que Thedy fez aquilo que mais gosta: cantou para os jovens alguns dos sucessos dos 25 anos de carreira da banda, comemorados em 2011, como “Você Vai Lembrar de Mim” e “Paz e Amor”. Durante o papo, Thedy ainda respondeu algumas perguntas dos jovens leitores sobre carreira, inspiração e emoções que marcaram esses 25 anos de sucessos! Confere aí algumas perguntas feitas pela galera!
Quais seus autores preferidos e os livros que mais te marcaram? Thedy – Gosto muito do gaúcho Caio Fernando Abreu, mas também me sinto influenciado por outros nomes da litera¬tura como Clarice Linspector, Fabrício Carpinejar e Vinícius de Moraes, entre outros. Uma das obras que mais me marcou foi do Caio mesmo, chamada “Morangos Mofados”.
Vocês, como muitas bandas de rock, tiveram um momento de “sexo, drogas e rock’n’roll”? Thedy – A gente sempre teve o lema de rock’n’roll sem drogas. Nesses anos de carreira vimos grupos chegarem ao fim por causa de drogas, e isso não é legal. Alguns colegas deixaram de aparecer, de fazer trabalhos bacanas e de seguir fazendo sucesso por causa do uso de drogas. Com a gente nunca rolou!
Como surgiu o nome da banda? Thedy – Essa pergunta é legal. Na ver¬dade quando a gente montou o grupo nos sentamos para definir um nome bacana. Começamos a ver as coisas que nós tínhamos em comum: nenhum de nós tinha grana, nenhum de nós tinha servido o exército, nenhum de nós tinha carro e assim foi. Chegamos à conclusão que esse seria um bom nome. E na época as bandas tinham mesmo nomes bem estranhos (risos).
Algum livro ou filme já influenciou a música de vocês? Thedy – Sim, os dois. O livro “O Mari-nheiro que Perdeu as Graças do Mar” originou uma música de mesmo nome. E o filme “Como Água Para Chocolate” originou a música “Flores de Guada¬lajara”.
Qual a maior emoção que você já viveu nesses 25 anos de carreira? Thedy – Escrevi a canção “Julho de 83” quando minha filha era bem pequena e ela estava comigo. Então quando canto essa música e sei que ela está na plateia bate uma emoção muito forte. E outra foi abrir o show do R.E.M em Porto Alegre em 2008. Somos fãs dos caras e vimos eles lá olhando o nosso show. Foi demais!
Livro de Astro-Ajuda Editora: L&PM Páginas: 160 Preço: R$ 29,90 (fonte: Livraria Cultura) Através de contos, Thedy tenta mudar o íntimo de cada um dos leitores. Nas páginas, histórias emocionantes como a de um garoto depressivo que andava pensando em se matar ou da garota que era abusada pelo padrasto. O livro é um inventário das reflexões cotidianas do músico, do pai, do animal político, do fã.