29/12 - 12:07 - Madagascar 2 consegue superar o original
Maurício Carvalho
Madacascar 2 é um daqueles filmes infantis que dá gosto de assistir. Sendo adulto. A qualidade da animação, as piadas bem construídas e as referências a outros símbolos da cultura pop fazem com que os grandinhos saiam do cinema ainda mais satisfeitos do que a criançada.
A continuação da DreamWorks sobre a história dos animais civilizados que retornam à África promete logo nos créditos iniciais, quando os pingüins tomam conta da lua do logotipo do estúdio. Aliás, o quarteto de aves ganha mais espaço na nova produção, assim como a dupla lêmure Rei Julien e Maurice, recebendo as melhores piadas da produção. Não que o leão Alex, a zebra Marty, a hipopótamo Gloria e a girafa Melman fiquem em segundo plano. Mas suas aventuras são intermediadas com brilhantismo pelos coadjuvantes.
Filmes como “Quase Famosos”, “Rei Leão” e “Cyrano” são citados na trama que tira os animais da ilha de Madagascar rumo a Nova York. Em um avião consertado pelos pingüins, a turma viaja na boa, mas acaba caindo na África. Lá, conhecem animais como eles, mas sem a carga de civilização que receberam na grande cidade. Aliás, a civilização está próxima, pois um grupo de turistas está fazendo safári no continente e sempre cruza com os bichos.
“Madagascar 2” fala principalmente sobre aceitação de diferenças, sobre descoberta de características escondidas e outros sentimentos nobres, que devem realmente ser passados para a criançada. Mas fora o politicamente correto, a DreamWorks marca outro golaço no amor platônico de Melman por Gloria e na preparação de Alex para ser o rei da floresta. São 89 minutos que voam mais rápido do que o jumbo da Pinguin Airlines.
|