Reggae vitaminado da Rastaclone Quarteto capixaba está lançando seu segundo CD com baladas e canções de contestação social
Quem escuta todo o CD, parece que está ouvindo duas bandas diferentes. De um lado, letras fortes, uma base roqueira pesada e levada que agrada quem gosta de porrada. De outro, o reggae clássico, letras românticas e trilha sonora de luau. Mas são essas duas faces que permeiam o novo disco da Rastaclone, quarteto capixaba que depois de um tempo no estaleiro volta com tudo e já emplaca várias canções nas rádios de todo o País.
De passagem pelo RS para a divulgação do novo trabalho, Bob (vocais), Ratão (guitarra), Nareba (baixo) e Cigano (bateria) fizeram uma visita ao Polvo para bater um papo sobre o novo trabalho. O quarteto do Espírito Santo, terra do Dead Fish, vem qualificado pela balada “Sereia”, que tem um clipe muito divertido, com um ator gaúcho como protagonista e presença de paniquete como a gostosa da praia, mas a banda é bem mais que isso. “Esse trabalho ficou muito legal, a produção do Rick Bonadio e Rodrigo Castanho pegou bem o clima da banda e agora queremos mostra-lo para todo o Brasil”, disse Bob.
Os cinco anos de espaço entre os dois CDs não parecem ser barreira para a Rastaclone, na estrada desde 1997. “A gente teve alguns problemas com gravadoras, mas nesse meio tempo tocamos muito ao vivo, deixamos o nosso som redondo”, comenta Cigano. Para Bob, a banda aproveita o clima praiano do Espírito Santo para a base reggae, mas a cultura rock da Grande Vitória também contribui para o seu som. “Acho que a nossa música mistura várias estações, serve bem pra várias situações de alegria, tristeza e inconformidade que atingem todo mundo”, diz.
O DISCO – Dá pra sentir influências diversas no som da Rastaclone. Bandas como Rage Against The Machine, Charlie Brown Jr., Raimundos e Maskavo ajudaram a moldar a fase atual da banda. Quem só conhece “Sereia”, uma grande candidata a hit do verão, se surpreende com a porrada da abertura em “Caiu no Chão Cravado de Bala” e que continua pulsando forte em “Não Vão Me Parar”.
Para quem prefere as baladas, outra dobradinha mais para o final do CD, com “Sinto Saudades” e “Nada Mais Importa”, agrada direto. Românticas, acessíveis e dançáveis, mostram a faceta festeira da banda. No miolo, canções que falam de sua vida no Espírito Santo, como “Os Moleques do Araçás”, e “Buscando Minha Paz, um momento de reflexão que foge do lugar comum de 80% das bandas nacionais atuais. Possivelmente alguma das faixas vai te agradar.
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